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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Bovespa fecha em alta pelo 5º pregão consecutivo e atinge nova máxima

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta pelo quinto pregão consecutivo nesta quinta-feira (15) e alcançou nova máxima no ano.



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O índice Ibovespa, referência para o mercado nacional, teve valorização de 0,76% e alcançou os 66.703 pontos no fechamento, influenciada pelos ganhos das commodities e das bolsas dos Estados Unidos no final do dia.



A Bovespa já havia alcançado recorde de pontos no pregão anterior, quando fechou aos 66.201 pontos. A pontuação desta quinta é a maior desde 19 de junho, quando o Ibovespa marcava 66.590 pontos. Na semana, o índice sobe 4,11%; no mês, 8,43% e, no ano, 77,64%.



Especulações de que grandes mineradoras globais já estariam negociando com a China os preços do minério de ferro para 2010 contribuíram para o fechamento em alta no dia. As notícias levantaram ordens de compra de ações da Vale, que puxaram consigo os papéis de siderúrgicas.

Ao mesmo tempo, um repique nos preços do petróleo, em meio à queda nos estoques do produto nos Estados Unidos, deu força para a Petrobras.



Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras subiu 1,24%, para R$ 36,60; Vale avançou 0,69%, a R$ 40,69; Itaú Unibanco perdeu 0,40%, para R$ 36,95; BM & FBovespa subiu 1,52%, cotada a R$ 13,97; e Bradesco se desvalorizou 0,05%, cotada a R$ 37,18.



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Análise

O operador-sênior da TOV Corretora, Décio Pecequilo, comentou que a bolsa brasileira continua surpreendendo pela força, quebrando "resistências". Os 55 mil pontos foram deixados para trás no começo de setembro e, no mesmo mês, o índice passou por cima dos 60 mil pontos. Em outubro, já superou os 66 mil pontos.



"Para o final do ano, salvo algum imprevisto de grande monta, penso em 70 mil pontos", disse o especialista, lembrando que para o índice atingir tal meta falta apenas 5,7% de valorização diluída em dois meses e meio.



O sócio da Leblon Equities, Pedro Rudge, apontou que existe uma demanda de investidores estrangeiros por ativos do Brasil e isso explica boa parte do forte desempenho do mercado local. "Muitos agentes que não estão presentes avaliam a possibilidade de investimento. O fluxo que ainda está por vir justifica essa forte alta", resume.



(Com informações da Reuters e do Valor OnLine)

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